quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Efeito colateral das leis


É curioso o efeito que a LEI, quando levada a sério, causa.
Sempre ouvimos pessoas que viajam para outros países e voltam dizendo estarem admiradas com a educação e a civilidade que vêem lá.
Uma observação que é recorrente é a do respeito que os motoristas têm aos pedestres que precisam atravessar a rua. É comum ouvirmos: “Fiquei surpreso ao ver que os carros pararam para eu passar!”.
Eu sempre pensava com os meus botões e, no caso da conversa ser com pessoas mais chegadas , eu comentava: “porque não podemos fazer isso aqui também?”.
No dia 7 de agosto deste ano, toda a mídia divulgou que: “A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) intensifica nesta segunda-feira (8) a fiscalização sobre motoristas e motociclistas que deixarem de dar preferência aos pedestres durante travessias. A ação dos fiscais vai se concentrar inicialmente na região central da cidade e na região da Avenida Paulista. Ao todo, 154 agentes de trânsito vão atuar na campanha” e que: “ Valores de multas vão de R$ 85,12 a R$ 191,53”. Fonte: www.g1.globo.com em 07.08.2011.
Pois bem, não é que comecei a ver vários motoristas parando para os pedestres! E o mais interessante, em lugares sem fiscalização alguma! Não estavam parando porque havia um fiscal da CET ou uma câmera. Ou seja, não era por simples medo de tomar uma multa.
Então, porque não faziam isso antes?
Não sei se esse comportamento vai virar hábito e daqui a algum tempo a maioria dos motoristas fará isso automaticamente. Espero que sim.
No entanto, a questão principal é:
Parece que assim como as crianças esperam e precisam de regras claras e bem definidas dos pais para que saibam como se comportar, nós adultos também esperamos uma regra/lei vinda de cima (do estado, da religião, das empresas, etc.) para nos comportarmos bem.
Um dia desses uma amiga (Rosana) em uma mensagem em seu facebook, disse que não precisava de ninguém que dissesse à ela o que é certo ou o que é errado.
É certo que existe muita gente que pensa dessa forma.
Porém, muitas vezes nos sentimos pressionados a não fazer o certo.
Por exemplo, nesse caso de parar para o pedestre. Antes da divulgação dessa fiscalização mais intensa, se parássemos para alguém atravessar, corríamos o risco de tomar uma batida na traseira do carro. Seria uma atitude inesperada!
No mínimo teríamos que agüentar uma longa e insistente buzinada!
Em outras palavras seríamos, de certa forma, descriminados por fazer a coisa certa.
Portanto, com o apoio de leis mais claras, quem já tem bom senso pode fazer uso dele com mais tranqüilidade e quem não o tem, pelo menos será forçado a respeitar.
E quem sabe esse respeito não vira hábito! Oxalá!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O que é sucesso?




Crianças fazem perguntas difíceis de responder. No entanto, as mais difíceis não são aquelas escolares do tipo: Se a terra é redonda como é que não caímos ou o que é a camada de ozônio?
Essas são fáceis. Se soubermos, respondemos na hora, se não soubermos, nada que uma visita rápida ao Google não resolva.
As perguntas mais difíceis são aquelas que não gostamos da resposta. São aquelas que sabemos que será mais um chacoalho na inocência da criança. Respostas que provocam desilusão.
Meu filho Felipe, de 8 anos, me perguntou: “Pai, porque meus amigos não se surpreendem? Toda vez que eu conto alguma coisa legal que aconteceu comigo, eles respondem que já fizeram melhor”.
Essa é uma das difíceis!
Não dá pra simplesmente responder com uma palavra ou frase. É daquelas que pedem uma conversa. Conversa sobre o bicho humano. Conversa que nos leva - os adultos - a refletirmos, e a formularmos novas perguntas.
Porque muitas crianças já têm a cultura de serem melhores do que as outras? Porque não se surpreendem, ou seja, porque não se alegram com o sucesso do outro, independente da conquista ter sido grande ou pequena?
Não há como responder a pergunta que ele me fez, sem passar pelo assunto: pessoas.
Quantas pessoas temos em nossa vida que celebram sinceramente nossas conquistas, aplaudem e se emocionam com nosso sucesso? Não estamos falando de boa educação, de aparências, do politicamente correto ou de interesses. Estamos falando daquelas pessoas que ficam genuinamente felizes de ver o outro bem.
O senso comum diz que os verdadeiros amigos são os que estão do nosso lado nas horas difíceis. Acho que é isso também. Porém nas horas difíceis além da amizade estão presentes outros sentimentos como: solidariedade, compaixão e generosidade. Algumas vezes, nas horas difíceis recebemos apoio, até de desconhecidos.
Entretanto, no sucesso, as coisas são diferentes. Muitos podem aplaudir. Porém podem ser aplausos que escondam algum interesse pessoal naquele sucesso. Aplausos seguidos de comentários como: “Vai saber o que ele fez pra chegar lá”. Ou outros do tipo: “Quero ver o que ele vai fazer agora!”. Em outras palavras, aplausos carregados de críticas ou de inveja.
Portanto, você há de convir, coisas bem difíceis de se conversar com alguém de 8 anos. Alguém que têm nos olhos o brilho da inocência. Alguém que ainda acredita em um mundo que muitos de nós adultos, gostaríamos de ainda acreditar. De repente nos vemos em uma situação triste de sermos portadores de más notícias. Nos vemos na situação de termos de mostrar algo que seria ótimo que não existisse. Seria ótimo um mundo em que todas as pessoas fossem mais amigas, pessoas em que você pudesse confiar. Amigos que querem nosso bem e torcem por nós pelo simples fato de gostarem de nós.
Talvez quando meu filho fez aquela pergunta, já com uma pontinha de tristeza nos olhos, ele tenha sentido pela primeira vez, que ele não poderá confiar em todas as pessoas. Talvez tenha tido uma de suas primeiras desilusões.
Claro que temos que educar nossas crianças para o mundo que está aí, que todos sabemos que não é um conto de fadas e que elas enfrentarão problemas e muitas competições. Porém, o verdadeiro vencedor compete com ele mesmo e sabe reconhecer os talentos e sucessos de outros. Sucesso é encontrar nossos talentos e aplicá-los em nossa vida. É evoluir constantemente e sermos melhores comparando-nos a nós mesmos. A pergunta certa não é se sou o melhor de todos. A pergunta certa é se estou melhor do que eu era ontem, mês passado, ano passado e assim por diante.
Ser o primeiro deveria ser um alvo só dentro das competições esportivas.

A vida é diferente, a vida é muito mais do que isso!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Buzinaria


Sobre o uso da buzina, o código de trânsito brasileiro, Capítulo 3 Art. 41 diz que:
“O condutor de veículo só poderá fazer uso de buzina, desde
que em toque breve, nas seguintes situações:
I - para fazer as advertências necessárias a fim de evitar acidentes;
II - fora das áreas urbanas, quando for conveniente advertir a um condutor que se tem o propósito de ultrapassá-lo”.

Acho que alguns condutores têm sérios problemas de interpretação de texto.
Então, para os condutores que acham difícil entender esse texto vai uma aulinha rápida com 3 lições:

Lição número 1: Toque breve.
Toque breve quer dizer um pequeno e rápido toque na buzina. Algo parecido com: FOM ou no máximo um FOM-FOM, que na linguagem automotiva talvez traduza-se como um “olá, tudo bem?”.
Diferente de socar a mão na buzina por um longo período. Algo como: FFFFOOOOOOOOOOOMMMMMM! Só parei porque se eu fosse até o final da buzinada acabaria a folha. Acho que vale um estudo mais aprofundado mas creio que o comprimento da buzinada é inversamente proporcional ao tamanho da inteligência do condutor autor dessas buzinadas com durações inacreditáveis.

Lição número 2: Advertências necessárias...
Necessário quer dizer quando é preciso, quando é essencial, indispensável. Portanto quando um coitado de um outro condutor está com o carro quebrado não buzine. Não é necessário. Muito pelo contrário, vai deixar a pessoa muito mais tensa. Pode ter certeza que ninguém gosta de ter o carro quebrado no meio da via pública. Pode ter certeza que se os outros motoristas se incomodam o dono do carro quebrado está duas vezes mais incomodado e chateado.
Portanto, calma, sejamos solidários e caso não possamos ajudar pelo menos não vamos atrapalhar.

Lição número 3: Fora das áreas urbanas.
Fora das áreas urbanas quer dizer fora da cidade. Longe das casas e dos prédios que estão em volta da ruas. É verdade, caso você condutor estressadinho não tenha reparado há pessoas que moram ao lado das ruas e avenidas e boa parte delas não são surdas! Também aqueles indivíduos que “atrapalham” a fluidez de seu possante veículo, mais conhecidos como pedestres, têm ouvidos. É sério, preste atenção, são duas “conchinhas” que primeiro recebem as ondas sonoras. Chamam-se orelhas e ficam grudadas lateralmente na cabeça.

Concluindo, sejamos econômicos no uso das buzinas de nossos carros.
A cidade agradece!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

TUDO OU NADA



O vício é algo difícil de entender para os que não sofrem com ele.

Terminei de ler a autobiografia do Eric Clapton.
Sempre tive admiração por ele como artista, no entanto só conheço as músicas mais populares e só tenho dois CDs dele: “Reptile” e “Riding With The King” esse último gravado com o mestre B.B. King.
Portanto, não conhecia bem sua conturbada história.
Um dos assuntos que mais me chamaram a atenção na biografia foi o do vício.
Ele foi durante muito tempo usuário do que aparecesse pela frente, no entanto chegou ao fundo do posso por causa do álcool.

Vício segundo o dicionário Houaiss é: “dependência que leva ao consumo irresistível”.
A palavra irresistível é muito comum em nosso vocabulário cotidiano, todos a usamos com freqüência e talvez por isso ela perca um pouco sua força. Sempre falamos e ouvimos: “Esse pudim é irresistível” ou “a praia hoje está irresistível”, porém se for necessário ou se julgarmos ser mais correto na ocasião, não comemos o pudim ou vamos trabalhar ao invés de irmos à praia.
Com freqüência resistimos ao “irresistível”
No caso do vício a palavra irresistível tem que ser entendida ao pé da letra sem aspas.
É uma compulsão quase incontrolável.
É chocante ouvir do próprio autor frases como: “Nos momentos mais baixos da minha vida, o único motivo para não cometer suicídio foi saber que não teria mais como beber se estivesse morto”.
Por muitas vezes no livro fica claro que houve um período em sua vida que a razão de viver era a bebida, como nessa outra frase: “Naquela época, a verdade é que a única coisa sem a qual não conseguia viver era o álcool”.
No caso de Eric Clapton, após ele reconhecer que tinha um problema e depois de algumas tentativas de tratamento em clínicas especializadas ele consegue se recuperar. Na época em que o livro foi lançado ele estava há vinte anos sóbrio. Havia construído uma clínica de recuperação que funciona até hoje (quem tiver curiosidade veja aqui: http://www.crossroadsantigua.org/). No entanto ele afirma que até aquele momento sua prioridade número 1 era, e sempre seria, manter-se sóbrio!

E esse é o ponto que acho mais intrigante.
Sou adepto da cultura do equilíbrio. Geralmente minhas decisões passam pelo fator equilíbrio. Não acredito em dietas radicais em que se corta totalmente um ou outro ingrediente. Não acredito em sistemas políticos em que não se pode ter trabalhando juntas diversas correntes de pensamento. Por sua vez, acredito que qualquer excesso pode fazer mal e, por conseguinte, tudo que não for em excesso tende a não ser prejudicial. Pelo menos na maioria das coisas.
Mas, reconheço que no caso do vício parece ser diferente. Uma das condições unânimes que os especialistas dessa área impõem é a de que os pacientes não podem, de forma alguma e em tempo algum, se aproximar do objeto do vício. Seja ele, álcool, drogas, jogo ou qualquer outro comportamento compulsivo.
Nesse caso, não adianta achar que um alcoólatra poderá um dia beber com moderação, socialmente. Ou seja, ter equilíbrio.
Saber a hora de parar nesses casos parece ser uma tarefa impossível.
Para essas pessoas parece que, infelizmente, é tudo ou nada!
E a abordagem do TUDO OU NADA para quem gosta de fazer de TUDO UM POUCO é bem complicada.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

A idade em que somos donos do mundo


Estive em uma festa de aniversário de 18 anos. Como acontece na maioria dessas festas, havia a turma dos pais e tios da galera, as crianças (irmãos mais novos e primos da galera) e a galera (aniversariante e amigos).
Estava observando a galera e tentando achar algum termo que descrevesse a forma com que eles se comportavam. Achei: Exageradamente intensos!
Tudo é muito intenso.
Bebem intensamente.
Enquanto os mais velhos conversavam e tomavam um chopinho e uma caipirinha com certa moderação, mesmo que alguns não tão moderados mas já com certa experiência em assuntos etílicos, a galera depois de um tempinho já passava com garrafas de vodka e outros destilados bem parrudos bebendo grandes goles.
Como falta a eles o “traquejo” na bebedeira, logo já se podia ver alguns abraçadinhos ao vaso sanitário.
Flertam intensamente.
Parece que todos os movimentos, olhares e palavras têm um único objetivo: a conquista.
Cada um usando da melhor forma as armas que tem. Alguns a beleza física, outros os músculos ou as curvas, alguns a simpatia, a eloqüência, a criatividade, o despojamento, a ginga, a excentricidade, a popularidade.
Mas sempre com o objetivo de “pegar” alguém.
Sentem intensamente.
Os apaixonados são dramáticos bem ao estilo Romeu e Julieta.
Os mais divertidos, quando riem, riem as gargalhadas, mesmo quando a piada não foi tão boa assim.
Os idealistas não admitem ninguém que não compartilhe seus ideais, sejam eles quais forem, discutem e ficam indignados.
A turma do “não estou nem aí” não está nem aí mesmo! Com nada!
Os “da última moda” estão impecavelmente na moda, dentro das ultímas tendências mesmo que esteja na cara que aquela tendência é tão esdrúxula que não vai durar mais do que alguns meses.
E por aí vai...
Então pensei na época em que eu e meus amigos tínhamos essa idade.
Fazíamos exatamente a mesma coisa! E era ótimo!
Imaginem toda essa intensidade das primeiras experiências somada à percepção de que a aquilo tudo irá durar para sempre somada, no caso desse grupo específico, a uma ausência de experiências culturais e socioeconômicas negativas. O resultado dessa conta é a maravilhosa sensação de sermos donos absolutos do nosso nariz e do mundo!
É uma sensação fascinante!
Não que depois a vida não continue sendo boa e cheia de emoções, conquistas, tristezas, amores, lutas e surpresas. Sim! Não se preocupem, tudo isso continua e é ótimo também. Mas não com a intensidade das primeiras experiências.
Portanto... galera aproveitem muito! Logo o mundo passa a ter outros donos e vocês passam a ser só habitantes do mundo.
Espero que habitantes felizes, realizados, satisfeitos e prontos para passarem a posse do mundo para as mãos dos próximos donos.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Ô palestrinha cara!


Essa semana por várias vezes ouvi comentários de que o Lula, como ex-presidente ganhará R$ 200.000 por palestra.

A propósito, comentários sempre negativos e por vezes com uma boa dose de indignação.

De fato, é uma quantia substanciosa para uma palestra, principalmente porque a maioria das pessoas que viram essa informação, terão que trabalhar alguns anos para conseguir ganhar essa quantia. Fato que eu acho bem chato, até porque eu faço parte dessa maioria.

Mesmo assim, convido você a olhar esse fato sob outra perspectiva.

O Lula não sairá por aí oferecendo sua palestra por esse valor.

Algumas instituições nacionais e internacionais irão convidá-lo e pagarão essa quantia porque consideram que a tal palestra vale esse preço. Provavelmente ele irá escolher os lugares mais interessantes para falar e, pasmem, recusará alguns convites!

Seria uma ingenuidade achar que essas instituições são burras ou desinformadas ou generosas. Ele só receberá isso porque ele tem algo precioso a oferecer.

E o que o Lula tem de tão precioso? A história de vida dele! A experiência que ele teve como líder por 8 anos de uma nação com 190 milhões de pessoas.

Por que poucas pessoas podem cobrar R$ 200.000 por uma palestra? Porque poucas pessoas têm a história que ele tem para contar. Em primeira pessoa!

Também porque para poder contar sua história a esse preço sua popularidade já tem que ser bem alta.

Não vem ao caso aqui gostar ou não do Lula, concordar ou não com o governo que ele fez, o fato é que ele, hoje, se tornou uma das pessoas mais influentes do mundo e, mais ou menos 60 anos atrás ele era uma criança sem recursos em uma cidadezinha lá nos confins do nordeste!

É uma trajetória rara, ímpar, extraordinária. Por isso ele receberá essa quantia rara, ímpar e extraordinária.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Notícias da chuva

Notícias que detestamos e estamos cansados de ver e ouvir:
Região "X" devastada pela chuva. 300 mortos.
Presidente promete ajuda no resgate e na reconstrução...
Governador culpa excesso de chuva e ocupações irregulares...
Tragédia anunciada.
10.000 pessoas desabrigadas.
Famílias perdem tudo.
Os prejuízos por causa das chuvas são incalculáveis
População se mobiliza para ajudar as vítimas

Notícias que gostaríamos de ver e nunca vemos e ouvimos:
Estado faz mapeamento das regiões de risco.
Após mapeamento famílias são relocadas para regiões seguras.
Presidente promete ajuda na construção de comunidade popular planejada.
Sistema de drenagem funciona e diminui prejuízos.
Apesar da forte chuva não há registro de mortes.
Apesar de estar preparada, não houve necessidade de acionar a defesa civil.
Sistema de redirecionamento de águas está preparado para as chuvas.
População se mobiliza para comemorar novas moradias populares.

Todo início de ano a história se repete!
Sabe-se de antemão que nessa época do ano serão gastos milhões em ajuda, reconstrução e resgate de vítimas. Por que não se gasta os mesmos milhões na prevenção de tudo isso?

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Aos Professores


Ensinar é sem dúvida uma das tarefas mais importantes
Ensinar é sem dúvida uma das tarefas mais gratificantes

O sorriso, a gratidão e a estima do aprendiz
É um prêmio impagável. Quem não fica feliz?
No entanto, vai além a contribuição do docente
Não se resume a isso, é muito mais abrangente

Ensinar é sem dúvida uma das tarefas mais cativantes
Ensinar é sem dúvida uma das tarefas mais marcantes

É uma das profissões que tem a incrível propriedade
De tocar o futuro, de dar esperança, de mudar a realidade,
E é bom deixar bem claro, nenhuma dúvida pode ficar
Quem não tem esperança não tem condições de lecionar

Ensinar é sem dúvida uma das tarefas mais intrigantes
Ensinar é sem dúvida uma das tarefas mais desafiantes

Fica aqui o meu apreço e a todos vocês minha gratidão
Que a despeito dos desafios de se trabalhar com educação
Abraçaram essa profissão com coragem e responsabilidade
Profissão de ontem, de hoje, de sempre. Profissão sem idade.

Feliz dia dos professores!

sábado, 4 de setembro de 2010

A better world


I believe that everybody should want to be a superhero.
In fact, I believe that everybody should be a superhero.
Moreover, I believe that everybody must be a superhero in order to build a better world.

But what are the superpowers of a real superhero?
It’s not about, having the muscles of the incredible Hulk,
or the speed of the flash,
or the weapons of batman,
or the X-ray vision of superman.

Being a real superhero
Is about having the power of seeing the others as ourselves.
It’s about having fun, lots of fun but with responsibility.
It’s about studying hard not because your teachers or your parents ask you to do it, but for the pleasure of learning.
It’s not about succeed all the time,
but it’s about not having fear of trying.
And if you failed,
it’s about not being afraid of starting over and over again
how many times it’s necessary.
It’s about showing your finger to the people who insist on saying
that you are not gonna do it,
that it’s impossible,
that you should give up on your dreams.

Come on show these people your fingers!

I say that because of you and me.
Because we are the creators of the future!
And I believe that we have the power of transforming the world into a better world.
Because We need a better world
We need a world of music not noise
We need a world of rhyme not crime
We need a world of union not apartheid
We need a world of agreement, accord,
assent, concord, consensus, harmony,
solidarity, singleness, wholeness, oneness

We need a better world
I bet You wouldn’t mind about the traffic,
Once you know there is a brother
Not an enemy in the car besides yours
We don’t need wealth, opulence
We just need dignity

We need a better world
We need a world of education not ignorance
We need a type of world that you can walk
in the streets with no worries
It doesn’t matter the time

We need a colorful world,
Although, in our world
Color and race must never be taken into consideration
With regard to rights, friendship, compassion
Sympathy and respect.

We don’t need the world of Hitler, Mussolini,
Pinochet, Bush, Sadam Hussein and all those motherfuckers
But We do need the world of Da Vince, Madre Teresa,
Gandhi, Mandela, Biko, Martin Luther King, Betinho,
Chico Mendes, Dalai Lama, John Lennon, Jesus.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Curtas com 140 caracteres ou menos


Geralmente busco equilíbrio e bom senso. Talvez precise mudar. Os radicais, inflexíveis, fanáticos e birrentos sempre recebem mais atenção!

Por que sempre que eu ouço alguém dizer que dinheiro não é importante esse alguém tem dinheiro?

Janela fechada. Sombra, claustrofobia e angústia. Mas a felicidade estava próxima. Abri a janela e o dia trouxe esperança. A vida recomeça!

Porque venho trabalhar d bicicleta e deixo o carro em casa?Pretencioso lembrei d Ghandi:Temos d nos tornar a mudança q queremos ver no mundo

Seu filho faz perguntas d assuntos adultos antes do esperado? Não assuma de antemão q ele é gênio precoce. Mas avalie o q ele (e você) anda assistindo

Um dos mais importantes e desafiadores papéis de quem ensina é gerar autonomia em quem aprende.

Pessoas q nos cercam são espelhos.Com olhos bem atentos veremos nelas o reflexo do nosso comportamento.Lei da ação/reação tem poucas brechas

Certeza que 90% dos criminosos se tivessem uma boa oportunidade não seriam criminosos. Solução para a violência: saúde, educação e emprego

Impressionado com a facilidade que muitas pessoas julgam. Se "atire a primeira pedra quem nunca pecou" fosse dita hoje... coitado do réu!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Rap Do Tempo


Cuide da sua vida
Por que ela é uma só
Não se engane
Um dia todos nós voltaremos a ser pó

Enquanto isso
Aproveite, viva bem, não lamente
Agradeça o que tem
Siga em frente, sobre o tempo
Não se esqueça, todo mundo tem

Para melhor gerenciar
E saber como usar
Nosso precioso tempo
Temos que primeiro mudar
Sermos nós os responsáveis
E o tempo não culpar

Tantas coisas pra fazer
Não sei por onde começar
Importante é ter em mente
Estarmos sempre conscientes
Daquilo que é urgente
E do que dá pra esperar
Sem esquecer daquelas coisas
Que temos que eliminar

Auto-conhecimento também é fundamental
Não se deixe enganar , hoje em dia é normal.
Tanta coisa aconteceu, Opa quem sou eu?
Achei que era inspiração, quando vi ...
Pura manipulação

Sonhos todos temos
É saudável, essencial
Porém muito cuidado
Pra não sonhar errado
Pra quando perceber não estar encurralado
Em um túnel sem saída,
Ali, paralisado.
Junto com o sonho, nunca realizado

quarta-feira, 7 de julho de 2010

“Socorro... não estou sentindo nada” (Arnaldo Antunes/Alice Ruiz)


Voltando de carro do trabalho para casa com um amigo, presenciei um incidente chocante.
Estávamos na Av. Salim Farah Maluf, quando ouvimos vários insultos vindos de um carro ao nosso lado. Fato que fez com que meu amigo perguntasse se a bronca era conosco.
Logo percebemos que os insultos não eram para nós e sim para um motociclista que, de súbito, estava ao lado do carro.
A essa altura eles estavam bem na nossa frente. O motociclista também proferia uma série de impropérios contra o motorista, inclusive tentando atingir o carro com chutes.
Para nossa surpresa o condutor do carro sacou de uma arma e atirou em direção ao motociclista, que rapidamente tratou de acelerar sua moto e sumir da nossa vista.
Tudo isso aconteceu de forma muito rápida e por um daqueles caprichos do acaso, o tiro não atingiu seu objetivo.
Infelizmente, sabemos que esse não foi um episódio isolado, ouvimos notícias semelhantes quase todos os dias. No entanto, o fato de presenciar tão de perto uma cena violenta como essa, aproximou-me de uma realidade que, sem percebermos nos tornamos um pouco insensíveis. Insensibilidade que funciona como armadura para nos proteger, para nos preservar.
Não sei exatamente o que aconteceu antes, nem tampouco a quanto tempo os dois protagonistas daquela cena vinham “se estranhando”, o que sei é que nada justifica a tentativa de tirar a vida de uma pessoa por causa de um desentendimento no trânsito.
Passado o susto, comecei a refletir sobre o que leva alguém a chegar ao ponto de um ato tão atroz contra um total desconhecido.
Fiquei imaginando, que se a situação fosse outra e esse encontro acontecesse em uma festa ou em um encontro de amigos em comum, talvez essas duas pessoas se tornariam amigos, cada um apresentaria sua família ao outro, contariam piadas e poderiam ter uma convivência saudável.
Nada disso foi levado em consideração no calor da situação e por muito pouco a tragédia seria maior e mais uma vida seria apagada e mais uma vítima viraria um número que seria somado as estatísticas criminais.
O que temos que voltar a sentir, é que não é só um número a mais nas estatísticas.
Quando situações como essa são levadas a cabo, mortes acontecem.
Vidas provavelmente cheias de planos e sem dúvida com futuro pela frente terminam ali.
Em uma fração de segundos uma família é desestruturada.
Em uma fração de segundos cria-se órfãos, viúvas, pais desesperados e um sentimento social de impotência.
Comecei a refletir sobre o que leva um ser humano a tomar uma atitude dessas e concluí que não é um ou outro elemento isolado que causa esse tipo de comportamento. De fato, ele é resultado de alguns princípios ou a falta deles, que combinados produzem atos truculentos, bárbaros e cruéis.
Pessoas que agem dessa forma não incorporaram esses valores ou perderam-os no decorrer da vida.
Portanto, esses atos são desfechos de histórias que começaram há muito tempo. Um acontecimento como o narrado acima não começou momentos antes do ocorrido, atitudes “impensadas” como essa, de fato, começaram a acontecer anos atrás.
Os autores da cena que presenciei não surgiram de repente, eles têm uma trajetória, têm crenças, fizeram escolhas, foram moldados pela vida.
Diminuir ocorrências desse tipo não é só uma questão de punir os culpados. Precisamos com urgência mudar paradigmas sobre os quais nascem e se desenvolvem esses atos.
Temos que voltar a ver a vida como algo precioso.
Temos que ensinar isso a nossas crianças.
Não só com palavras mas com exemplos.

sábado, 26 de junho de 2010

Meu amigo Joca


O Joca é uma figura!
Durante a vida temos que fazer muitas escolhas.
Uma escolha sempre significa abrir mão de algo. Afinal, se em uma bifurcação escolhemos virar a esquerda, abrimos mão de virar a direita. Se escolho a empresa X para trabalhar, abro mão da empresa Y e assim por diante.
Outra lei natural, é a lei da ação e reação. Se eu ponho a mão no fogo ela queima, se eu jogo uma bola para cima, ela cai e assim por diante. Ou seja, para tudo que fazemos existe uma conseqüência.
Isso tudo é ridiculamente óbvio.
Não para o meu amigo, Joca!
Ele parece que desconhece essas obviedades.
Ele acha que essa conversa de ação e reação e de conseqüências não funciona com ele e quando funciona ele fica puto (o Joca fala muito palavrão!)
Um dia desses estávamos conversando e ele me contou que tinha parado numa vaga de deficientes e quando voltou havia uma multa.
- Eu fui comprar um negócio rapidinho e quando voltei... tava lá a multa – disse o Joca.
O Joca é assim, com ele é tudo sempre rapidinho. Ele pára na faixa de pedestre rapidinho, passa rapidinho pela faixa exclusiva dos ônibus, fura a fila no banco porque o que ele vai fazer no caixa é rapidinho. É uma figura!
O Joca não é qualquer um não! Já foi até para a Europa! Voltou de lá maravilhado com a educação daquele povo.
- O duro é depois ter que conviver com esse povinho mal educado aqui do Brasil – lamentava o Joca.
Outro dia encontrei ele em um churrasco (eu sempre encontro o Joca em eventos sociais, ele é muito popular!) e ele já foi me contando, todo animado, um dos seus casos engraçados.
Dizia ele:
- Cara, Sabadão fui para a praia e na estrada um palhaço de um policial me parou (O Joca não gosta desse tipo de gente). Adivinha... a documentação do meu carro não estava em ordem e o maluco já ia metendo a caneta. Não tive dúvidas - continuou o Joca - joguei cinquentinha na mão dele e beleza, me liberou!
É um fanfarrão esse Joca!
O que eu achei interessante é que, algumas horas depois, nesse mesmo churrasco, estava lá o Joca na rodinha de amigos metendo a língua naquele político famoso, aquele... do dinheiro na meia.
- É um filho da puta, ladrão, corrupto – Dizia o Joca cheio de indignação.
As vezes o Joca é meio... incoerente.
Semana passada encontrei ele na padaria.
Ele estava uma fera! Também, coitado, vive cercado de filhos da puta!
Tinha comprado um carro que depois de um mês estava com o motor fundido. Pobre Joca!
No entanto, depois da nossa conversa, enquanto eu lentamente caminhava para casa, me lembrei que, em outra ocasião, ele havia me contado cheio de felicidade que tinha vendido aquela TV velha que ele tinha e que estava toda escangalhada.
- Fiz uma gambiarra e o maluco comprou sem pensar! – me dizia cheio de orgulho o Joca.
É uma figura!
O dia que eu vi o Joca mais nervoso, foi o dia em que ele ficou preso na enchente.
- Onde é que esses merdas enfiam meu dinheiro! - exclamava o Joca.
Ele estava muito bravo mesmo!
Porém, se não me falha a memória, eu já vi o Joca jogando lixo pela janela do carro... ou será que foi jogando entulho naquela esquina abandonada. Bom, vai ver eu estou enganado.
Mas o Joca é assim mesmo. Ele sempre fala: Não tô nem aí maluco!
O que? Você também conhece o Joca? Puxa você conhece mais de um Joca?
Que coincidência!
Bom já que você também o conhece, me permita terminar esse texto mandando um “salve” para esse figura que é o Joca:
“JOCA... vai pra puta-que-o-pariu!”

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Pensar para aprender


Para que a aprendizagem aconteça é importante que o aprendiz pense.
Quando fala-se em ensino, naturalmente a figura dos pais e professores vem à tona.
De fato, pais e professores convivem com as relações de ensino e aprendizagem diariamente e várias vezes por dia. No entanto, as situações em que alguém ensina e alguém aprende estão presentes no cotidiano de todos nós nos mais variados níveis de formalidade.
Por mais que a afirmação “para que a aprendizagem aconteça é importante que o aprendiz pense” pareça óbvia, nem sempre quem está na posição de ensinante permite que o outro pense.
Permitir que o outro pense pressupõe dar tempo para a assimilação do novo conhecimento. Muitas vezes quem está ensinando tem pressa.
Permitir que o outro pense supõe que se abra espaço a dúvidas e perguntas sem que o aprendiz se sinta tolo. Com efeito, perguntar é uma manifestação de inteligência.
Permitir que o outro pense presume aceitar que outro levante hipóteses e em seguida confirmar ou não essas hipóteses.
Permitir que o outro pense implica em aceitar o erro e reorientar.
O que se observa é que nem sempre esses pressupostos acontecem.
Quando alguém ensina algo é importante convidar quem está aprendendo a pensar junto e não criar um mero receptor e repetidor de informações.
Mesmo a escola, que é a instituição formal de ensino, muitas vezes incentiva e exalta o aluno repetidor e desvaloriza e reprova o aluno criativo, explorador e autor.
O ensinar e aprender genuínos exigem muito mais esforço por parte de que ensina e de quem aprende. Para ensinar de fato o ensinante deve pensar, elaborar, respeitar, resgatar e retomar. Para aprender de fato o aprendiz deve ouvir, questionar, comparar, deduzir, concluir, testar e retomar. É indiscutível que ouvir e repetir é mais fácil.
Portanto, a próxima vez que você estiver ensinando ou aprendendo... pense nisso.

Para saber mais leia: “Os idiomas do aprendente” de Alicia Fernandez.